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sexta-feira, 21 de março de 2014

A favor da regulamentação do profissional de TI

A favor da regulamentação do profissional de TI

Há alguns anos surgiu uma discussão importante e vem causando polêmicas:  A Regulamentação do Profissional de TI.
São dois os projetos que contemplam essa regulamentação, o PL 7.109/2006, de autoria do deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB/MG) e o PLS 607/2007, de autoria do senador Expedito Júnior (PSDB/RO). O projeto relata a respeito basicamente dos seguintes pontos:

>> Obrigatoriedade de formação acadêmica em instituição regulamentada pelo MEC para o exercício das funções de analista de sistemas, técnico de informática e outras profissões relacionadas (o analista deverá possuir graduação superior em um curso de análise de sistemas, ciência da computação ou processamento de dados e o técnico de informática deverá possuir diplomação técnica equivalente ao ensino médio);

>> Profissionais que comprovarem um mínimo de 5 anos de experiência na data de homologação da lei para obterem a regulamentação sem a diplomação desejada;

>> Definir a jornada de trabalho em 40hs semanais;

>> Estabelecer um piso salarial para cada função;

>> Criar o Conselho Federal de Informática (CFI) e os Conselhos Regionais de Informática (CRI), que deverá detalhar as regras de regulamentação para cada função.

A minha opinião é que sou a favor da regulamentação da profissão, mas discordo de alguns termos presentes nas PLs. Concordo que é necessário se estabelecer um piso salarial para cada função, pois isso fará com que os profissionais da área sejam mais valorizados, não tendo que disputar com aqueles que aceitam salários baixos. A obrigatoriedade da formação acadêmica é outro ponto que fará com que o mesmo seja valorizado, porém não deve ser somente nas funções estabelecidas pela PL, pois TI abrange muito mais áreas que as expostas pela lei. Vale lembrar que a formação não irá garantir que o graduando possua maturidade e qualidade necessária para exercer a profissão.

E por fim, com a regulamentação poderemos contar com um órgão capaz de lutar pelos nossos direitos.

IFBA - Campus Camaçari
Aluna: Renata A. M. De Souza
T.I - IV Semestre

Apoio a Regulamentação das TIC's

Estou aqui hoje para falar sobre um tema que tem gerado infindáveis discussões em nosso meio, profissionais da área de informática. Este tema está intitulado como “A regulamentação das profissões de TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação”, e vem sendo discutido desde longa data a sua aprovação ou não no congresso nacional.

Os Projetos de Lei que objetivam regulamentar as profissões de TI são esses: 607/2007 e PL 5487/2013. Nas próximas linhas buscarei discorrer, de modo bem sucinto, cada um deles e falar também sobre a visão da Sociedade Brasileira de Computação sobre o referido assunto.

O PL 5487/2013, do deputado Antônio Carlos Mendes Thame, integrante do partido PSDB – SP, é menos restritivo do que a iniciativa anterior do então senador Expedido Junior do PSDB-RO, o PLS 607/2007, que já tramita um bom tempo em Brasília.

O PL 5487/2013 propõe ocupações como analista de sistemas, programador, técnico de informática se tornem uma profissão reconhecida formalmente como informata. Assim, poderia trabalhar como informatas pessoas com diplomas e certificados de nível técnico ou superior em áreas como Sistema de Informação, Análise de Sistemas, e cursos correlatos ou com certificações profissionais conferidas por grandes empresas do setor.

E ainda, profissionais com um ano de atuação na data de aprovação de lei também poderiam pedir o registro, assim como formados em qualquer área e que tenham mestrado ou doutorado em TI também poderiam solicitar o reconhecimento profissional na nova categoria.

Em contrapartida, O PL 607/2007 era mais restrito, dividindo a TI em Analista de Sistemas, que teria que ter curso superior ou cinco anos de atuação, e Técnicos de Informática formados em cursos técnicos ou com quatro anos de atuação. Sem falar que o mesmo ainda propunha a criação de um de Conselho Federal de Informática e respectivos Conselhos Regionais de Informática financiados pelos profissionais, que, em caso de não pagamento, teriam seus títulos cassados.


A Sociedade Brasileira de Computação, por sua vez, não é contra a regulamentação das profissões de TI, desde que sejam feitas algumas observações, tais como: exercício livre da profissão de Informática, independente de diploma ou comprovação de educação formal; nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ao princípio acima e a área de TI deve ser Autorregulada.

Em minha opinião, é importante que a profissão dos amantes da Informática seja regularizada, pois isso culminará na valorização dos profissionais que passaram boa parte do seu tempo dedicado aos estudos em uma universidade, em detrimento daqueles que nunca sequer frequentaram um curso técnico na área.
Além do mais, a regularização traria um teto salarial para os profissionais formados em suas respectivas áreas, e teríamos um conselho que responderia judicialmente em casos de crimes cibernéticos. Acredito que, de certa forma, seriamos mais valorizados.

Por fim, não concordo com uma grande parcela de pessoas que se passam por “Profissionais de TI”, fazem um trabalho mal feito, por não possuírem formação adequada e sujam o nome de uma das profissões mais importantes da sociedade contemporânea.

Por: Ricardo Oliveira
IFBA - Campus Camaçari
TI - IV Semestre

A FAVOR DA REGULAMENTAÇÃO DE T.I



A regulamentação da profissão de TI seria interessante do meu ponto de vista, pois, atualmente as pessoas que desenvolvem trabalhos na área de informática não são considerados  profissionais, mesmo que tenham se dedicado a um curso de nível superior durante um período de tempo. Sendo assim, um individuo que tenha aprendido a desenvolver uma atividade relacionada a T.I de forma avulsa pode preencher a uma vaga sem nenhum problema ocasionando assim a desvalorização da área e consequentemente dos atuantes graduados da mesma. O projeto de lei não favorece aos desenvolvedores da atividade de T.I, principalmente porque aqueles que tiverem no mínimo de 5 anos de experiência na área poderá ser considerado e credenciado junto ao suposto conselho, porém a regularização seria sim favorável por obrigar a estipulação de um piso salarial de acordo com a atividade desenvolvida, evitaria que outras áreas regulamentassem profissões oriundas da tecnologia, como acontece com o profissional de web design que está citado num projeto que permitiria que apenas pessoas graduados em Desenho Industrial, Comunicação Visual ou Programação Visual, se a profissão de T.I for regulamentada todo o âmbito de profissionais que gerem atividades de informática ser agregada a mesma. Tendo uma regulamentação os requisitos solicitados na oferta de uma vaga na área de TI seriam mais restritos a cada especialidade de cada profissional, impedindo que os empresários lucrassem com a contratação de apenas um profissional que faz sozinho o trabalho que mais de uma pessoa faria, sendo desfavorável para o individuo que se sobrecarrega com trabalho a mais, carga horária desregulada e salário não compatível com a carga de trabalho.
Dessa forma ponho-me a favor da regulamentação para que os estudantes que pretendem seguir a área de TI tenham maior respeito e credibilidade profissional e seja mais valorizado pelas grandes empresas, enxertando o mercado com pessoas qualificadas e capazes de concorrer umas com as outras de igual para igual.
Livia dos S. Ribeiro - 4° SEM, T.I/IFBA

A Favor da Regulamentação das Profissões de TI

Regulamentação das Profissões de TI

Há alguns anos existem no Congresso, vários projetos que visam à regulamentação das profissões de TI, porém apesar da grande quantidade de projetos, não existe um consenso, muitos são contras e muitos a favor. O site Vida de Suporte fez em 2009 a seguinte enquete: Você é a favor da regulamentação das profissões de TI? E nesta pesquisa mais de 80% dos votos mostram que as pessoas são favoráveis a regulamentação da profissão.

Os projetos de regulamentação de Cargos de TI criados até então mostram que se faz necessário um prazo de experiência mínima cinco anos para permitir que os profissionais da área continuem na profissão depois que a nova lei entre em vigor. Mas a questão é: e os demais profissionais? Para onde irão? Perderão suas funções? Sem falar que há hoje no Brasil várias empresas nas quais quase todos os profissionais não se enquadram no perfil desejado, sendo assim: o que iria acontecer? Essas empresas terão que ser fechadas?

Podemos destacar que a Sociedade Brasileira de Computação é contra a reserva de mercado de trabalho, feita pela criação de um dos conselho de profissão (como CRM, CRC, CREA), pois isso pode levar a uma maior valorização da posse de um diploma até por que muitos dos profissionais de TI não têm formação de nível superior na área (engenharia de computação, engenharia de software, analista de sistemas, ciência da computação) e com isso segundo a SBC eles não teriam condições para estar na função.

Acredita-se que existe uma grande necessidade dessa regulamentação por que várias outras profissões estão sendo regulamentadas como a de empregado doméstico, atuário, bibliotecário, leiloeiro. A SBC se torna a favor da regulamentação dos cargos de TI desde que nenhum conselho de profissão seja criado para impedir ou restringir nenhum destes princípios: Exercício da profissão livre e independente de diploma ou comprovação de educação formal.


Aluno: Ricardo Freitas Novais
Turma: 4º Semestre - TI - Subsequente

Contra o Projeto de Lei para Regulamentação


Contra o Projeto de Lei para Regulamentação dos Profissionais de Informática



Devido as leis no país serem apenas descritas no papel, acredito que esse projeto de Lei é mais um argumento politico para garantir votos, não representando nenhuma diferença, ao contexto profissional, tanto quanto das classes de profissionais de informática, mas também insignificante para sociedade em geral que acompanha os acontecimentos voltados à assuntos que envolvem as lutas sociais.

Defendo essa posição argumentada pela SBC;

Resumidamente, a SBC posiciona-se CONTRA o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho, geralmente instituída pela criação de conselho de profissão em moldes tradicionais, o qual, como já ocorre em muitas outras áreas, pode levar a uma indevida valorização da posse de um diploma em detrimento da posse do conhecimento, que é a habilitação que ele deveria prover. Por outro lado, a SBC é a FAVOR de liberdade do exercício profissional, sendo o conhecimento técnico-científico e social, normalmente adquirido em curso superior de boa qualidade, o principal diferencial de competência profissional. O diploma, com todas as informações que o compõem, é o principal e melhor instrumento para proteção da Sociedade.
A SBC está trabalhando na constituição de um Conselho Nacional de Auto-Regulação, a ser formado por um conjunto de entidades representativas da Sociedade Civil com a finalidade de definir, manter um Código de Ética e aplicá-lo no setor de Informática, visando a proteção da Sociedade e defesa da Área do ponto de vista ético e político.
O cenário idealizado pela SBC para o exercício das atividades de Informática no País é caracterizado pelos seguintes elementos conciliadores dos diversos interesses da Sociedade e dos profissionais:
  • regime de liberdade ao trabalho na profissão de Informática em todo o País;
  • competência profissional e posse do conhecimento como principais diferenciais a serem utilizados pela Sociedade e pelas empresas na contratação de serviços profissionais;
  • valorização do diploma de cursos superior como instrumento diferenciador de capacidade tecno-científica e indicador de elevado potencial de competência profissional;
  • uso do controle de qualidade de produto para garantia da satisfação do consumidor;
  • uso da legislação pertinente (Cível, Penal, Comercial, Código do Consumidor, etc) para resolver divergências, punir irregularidades e promover a defesa de direitos;
  • sindicatos atuantes para defender os interesses legítimos direitos da categoria profissional;
  • conselho de Auto-Regulação atuante para a defesa da Sociedade por meio da vigilância do cumprimento da Ética e de defesa da área do ponto de vista político.
Essa postura é idealizada pois a realidade não é descrita nos papeis, apenas os sonhos, ou o que os que estão temporariamente no poder, querem que saibamos.
Além disso, as leis são variáveis, podendo assumir qualquer valor no sistema, sendo assim propiciam vulnerabilidade dos acontecimentos, sem falar que não garantem os objetivos descritos na sua implementação, sofrendo então corrupção dos meios, sem importar nos fins.
O ministério publico se pronuncia desta forma;
É de longa data que o Conselho Federal de Administração (CFA) e o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) tentam cooptar os profissionais e as atividades de informática e computação, através de Resoluções Normativas.
Sabemos que as Resoluções Normativas destes Conselhos de Classe ferem dispositivos legais reservados pela Constituição Federal, tais como direitos individuais e o livre exercício profissional.
Com o objetivo de resguardar o livre exercício profissional da Informática/Computação, bem como os direitos individuais, a SBC, juntamente com outras Entidades de Classe como as ASSESPROs, ABINFOs, ABINEEs, SUCESU, vem atuando de forma decisiva nas esferas política e judicial, para coibir os atos abusivos do CFA e do CONFEA.
A SBC, em 1995, entrou com "Representação junto ao Ministério Público". Com isso, o Procurador da República chamou o Presidente do CFA para esclarecimentos. Em seguida, este revogou a Resolução 125, de 1992.
A SBC reiterou sua Representação junto ao Ministério Público, solicitando as providências legais que o caso exige e, paralelamente, está se unindo às diversas entidades de classe para combater as Resoluções Normativas do CFA e CONFEA, através de um Manifesto Público.
Ao lado, elaboramos um cronograma dos fatos, reunindo alguns acontecimentos e documentos importantes sobre a matéria.
E de grande valia o apoio dessa entidade, mas deve ser lembrado que em outros assuntos envolvendo outras classes trabalhistas, os acontecimentos não provam tanta eficacia do ministerio publico. Pois muitos processos acontecem durante a vida inteira sem resposta ao trabalhador, classe prejudicada pela corrupção e impunidade.
Quanto a argumentos mencionados a câmara de deputados, é melhor começarmos a programar o futuro, por que eles são variáveis que não possuem valor significante.


Gildario Diz:

A Favor da Regulamentação dos Profissionais da Areá de Informática 

Embora muitos debates e divergências representem o cenário que diz respeito a regularização dos profissionais da área de informática, considero pontos positivos desse fato, assumindo posicionamento a favor em virtude de trazer benefícios aos profissionais, uma vez que uso como exemplo o que acontece com outras classes trabalhistas, o reconhecimento de tais direitos perante a sociedade traz também o valor da classe trabalhista, que atualmente é informal.

Segundo argumento MP: Com o objetivo de resguardar o livre exercício profissional da Informática/Computação, bem como os direitos individuais. Assume posição de beneficiar os profissionais da área, fazendo com que os direitos sejam garantidos assim como é para outros trabalhadores.

De acordo com a sbc que, resumidamente, a SBC posiciona-se CONTRA o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho para esses profissionais, concordo com certas atitudes porem considero inadequada a forma com que se pronuncia, pois verdadeiramente quando há reconhecimento social de um determinado tipo de trabalhador, também são assegurados direitos trabalhistas, atribuição de carga horaria de trabalho, regras e normas a serem seguidas e enfim o direito a de manisfestar pelos seus direitos.

Quanto a câmara de deputados o que acontece: 

PL 2553/2003 - Dispõe sobre a jornada dos profissionais que trabalham em terminais de vídeo
Não se pronunciam, apenas tentam acarretar votos., para a próxima eleição.

• 25/03/2004 Abertura de Prazo para Emendas ao Projeto a partir de 26/03/2004
Em virtude de muitas atribuições e opiniões sobre a regulamentação da classe de Informática, vale lembrar, que com essa ação, os patronos não poderão mais alegar ou ate mesmo se negar a cumprir os direitos assegurados a esses funcionários, por motivo de não haver lei que os assistam, como o que acontece no dia a dia de muitos profissionais da área. Quanto as leis devem ser realmente aplicadas, não somente anunciadas nos projetos da câmara dos deputados.

Aluno: Tarssito Pereira
Curso: Técnico em Informática - 4º Semestre
Turma: Subsequente

Regulamentação dos Cargos de T.I.



   O Brasil jamais será um país de ponta na área tecnológica, enquanto não aprender a valorizar os profissionais da área. Enquanto seguirmos esta ideologia de que qualquer um pode exercer a 'atividade' de qualquer maneira , sem regras ou qualidade alguma, continuará ocasionando a decepção entre os candidatos ditos preparados com formação e conhecimentos abrangentes sobre a área, o que também acarreta mudanças para outras áreas.

   Os atuantes na área de Tecnologia da Informação perante a lei não tem uma profissão, o que eles tem na verdade é uma 'atividade', pois para se tornar uma profissão é necessário a regulamentação da área, sendo que também contribuirá para  lutas na busca de melhores condições de trabalho, salários mais justos, afinal o atuante  investiu tempo e dinheiro, perdendo muitas vezes, noites de sono na busca do conhecimento, merece salário mais justo, e principalmente não permitir que a categoria seja invadida por profissionais desqualificados e principalmente membros de outras áreas.
     
    Uma das provas mais contundentes de que a regulamentação é necessária, é o fato dela existir na maior parte de outras áreas , estabelecendo critérios de avaliação e responsabilidades com relação as atividades desempenhadas, sendo assim a regulamentação do profissional de informática é antes de tudo uma questão de justiça e respeito com a classe, que assumiu um grau de importância na sociedade sem precedentes. Sendo um pouco mais categórico, se a categoria não for regulamentada, outras profissões já instituídas vão regulamentar, é fato.

Por : Pedro Vitor Chaves
IV Semestre - TI- SUB
IFBA - Instituto Federal da Bahia