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quinta-feira, 28 de março de 2013

Empreendedorismo


A área da informação é cosiderada muito vasta pelos teóricos por estar cada dia inovando e fornecendo suporte  às mudanças tecnológicas, e esse profissional precisa estar sempre se atualizando, buscando novas idéias e soluções para se alcançar um determinado objetivo.
O empreendedorismo para essa profissão é muito importante, até porquê hoje as empresas  procuram por pessoas não só pelo seu conhecimento teórico e cultural, e sim pessoas com traços de liderança, visionários e com idéias inovadoras.
Na verdade se tem um conceito que define o profissional de T.I que é o que implementa, o que cria, o que põe na prática aquilo que foi aprendido,ou seja é o seu conhecimento que atrelado a tecnologia consegue-se desenvolver seus projetos e atividades.
Esse profissional em alguns momentos terá de agir como um empreendedor para liderar equipes, ter idéias inovadoras e identificar quais as ameças e oportunidades.


http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/empreendorismo-em-tecnologia-da-informacao-ti/44077/
http://www.linhadecodigo.com.br/artigo/2934/aplicando-o-intra-empreendedorismo-na-ti.aspx
http://4etapa.blogspot.com.br/2012/01/empreendedorismo-conhecimento.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fator social no vale do silicio



É sabido que o vale do silicio possui um potêncial muito vasto, mas será que esse potencial é usado também para tratar de questões sociais como a pobreza ea fome? A resposta provavelmente é não, mas como toda regra tem sua exceção existem empresas que estão preocupadas com o lado financeiro das pessoas, como é o caso da "KIVA", na verdade ela busca dar um 'subisídio' incentivos financeiros mais especificamente para pessoas que possuam ideias para se elaborar um projeto, mas que não tem o mínimo de recursos financeiros para isso, a ajuda se basea em empréstimos que possui o valor inicial de 25 dólares. Também existe a "Social Ventures" que nada mais é do que um grupo de companhias filantrópicas iniciantes. 

A maioria das empresas não estão preocupadas no fator social em sim, na verdade o único modo que eles enxergam é o de incentivo a pesquisa, ou investimentos em alunos que não tem condições em pagar tanto colegial tanto faculdade, é muito comum um empresário adotar esse método e é algo que vem gerando maiores oportunidades a todos.
Acredita-se que o sucesso disso tudo provém da cultura empreendedora do local e outros falam do volume de pesquisa desenvolvido nas suas Universidades,ou até mesmo pela abundância de capital para investimento de novas empresas
Todos esses fatores são relevantes, e até seja que o motivo desse sucesso esteja na ética vigente na região, por exemplo se você cria uma determinada empresa no vale do silicio e usufrui da sua estrutura existente e obteve sucesso, é esperado que você retribua de alguma forma,alguns dos proprietários das empresas multimilionárias evidenciam que isso é levado muita a sério
é uma lógica bem simples que possuem apenas 2 pré requisitos: a crença do bem comum eno crescimento coletivo sendo o melhor caminho para o desenvolvimento de uma ambiente de negócios mais justo e com mais oportunidades


Referências:http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254394-17172,00-MUITO+LONGE+DO+VALE+DO+SILICIO.html
http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/o-vale-do-silicio-brasileiro_126007.html
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/sao-paulo-e-o-vale-do-silicio-brasileiro-diz-relatorio

Os Brasileiros e o Vale


O Vale do Silício é uma referência mundial em inovação e empreendedorismo, existem representantes de quase todas as nações, dentre eles, brasileiros. Em uma pesquisa na internet pode-se achar alguns brasileiros que já fizeram e fazem sucesso no Vale, a seguir segue uma lista de alguns deles:
  • Mike Krieger: Este brasileiro passou a maior parte do seu tempo fora do Brasil, estudou em Stanford e em uma “troca de ideias” com seus colegas criaram um aplicativo para smartphones que dava um aspecto envelhecido as fotos; este aplicativo teve grande adesão pelos usuários de smartphones, o aplicativo cresceu e ficou famoso, chamado Instagram, foi comprado pelo Facebook por 1 milhão de dólares.
  • Hugo Barra: não tão diferente de Mike, Hugo tem experiência fora do Brasil, ele já morou em Roma e em Maiami, seu pai era embaixador no Haiti. Ele foi para o MIT e se especializou em Inteligência Artificial , em síntese de voz; como de costume o Google o recrutou para trabalhar; ele começou adaptando serviços do Google como o Gmail e a Pesquisa para smartphones, pouco a pouco Hugo foi galgando cargos internos chegando a ser hoje o gerente mundial do Android.
  • Paulo da Silva: este brasileiro aprendeu a programar aos 12 anos, fazia programas para seus familiares e conhecidos; não sei se felizmente ou infelizmente, mas seu pai por motivos de emprego mudou-se para os EUA, lá ele se formou em engenharia de software. Um dia dois sócios de uma startup chamaram ele para uma reunião, a surpresa de se reunir em um local onde a mobília dos sócios eram caixas de papelão não o impediu de se envolver com o projeto, que hoje disponibiliza cerca de 15 milhões de músicas para internautas ouvirem gratuitamente e comprarem se assim desejarem, o GroveShark. Hoje Paulo é engenheiro sênior do site.
  • Alex Kipman: assim como Paulo, Alex se formou em engenharia de software, ele se formou no Instituto de Tecnologia Rochester nos EUA. Alex era um programador que utilizava software livre e gostava de programar e fazia suas publicações na internet, um dia, do nada recebeu uma ligação de representantes da Microsoft que o chamaram para uma reunião, para a surpresa dele quem o recebeu foi Bill Gates e o convidou para trabalhar. Ele participou do desenvolvimento do Windows Vista e de outros projetos, mas sua principal colaboração surgiu em um dia de férias na chácara de sua tia enquanto meditava o quanto a tecnologia escravizava as pessoas com telas e botões. Dai ele começou a rabiscar um projeto que se desenvolveu e se tornou o Projeto Natal comercializado hoje como Kinect.
  • Reinaldo Normand: 'viciado' em jogos e programador, Reinaldo começou uma parceria com a Qualcom Microchips e criou um jogo online chamado Zeboo. Ele passou 3 anos programando na China e depois deste tempo se juntou com o ex-diretor da Qualcom e diretor de vendas e marketing da Eletronic Arts, lançando o 2Mundos, uma plataforma de jogos sociais que teve um investimento inicial de 1 milhão para tocar seu projeto. Reinaldo ajuda brasileiros para se darem bem no Vale, passando contatos importantes e indicando alguns caminhos.
  • Bel Pesce: ao descobrir seu gosto por engenharia e matemática Bel decidiu prestar vestibular para o ITA, ela percebeu que a prova do MIT era no nível da do ITA e decidiu tentar e passou. Reinaldo Normand deu algumas dicas e contatos a ela, o que fez com que ela desenvolvesse uma ideia que teve de uma carteira virtual, criando assim o Leamon. No Vale Bel anotava todas as suas experiências em sua agenda, estas anotações juntamente com o seu desejo de compartilhar para outros brasileiros como se dar bem em uma startup ela escreveu o livro A garota do Vale. Uma das coisas mais interessantes nela é ter estudado em colégios de bairro e exercitado seu inglês assistindo o seriado “friend's”, o que é um bom estímulo a outros brasileiros de que é possível chegar ao Vale.
Existem também empresas especializadas em mandar brasileiros ou empresas brasileiras para o Vale do Silício:
  • Brazil Innovators: Bedy Yang queria criar uma ligação entre a Califórnia e o Brasil, ela criou uma empresa que funciona como uma excursão de empreendedores brasileiros para o Vale. Até o momentos, 15 empresas brasileiras nascidas do projeto conseguiram investimentos para rodar no Vale.
  • SiliconHouse: assim como Bedy alguns empresários criaram um espaço para receber empreendedores interessados no Vale. A empresa cobra 1800 dólares por 28 dias de hospedagem e agenda de palestras e encontros. A única exigência para o empreendedor é que tenha um projeto viável rodando. Esta empresa tem parceria com universidades de renome, empreendedores do mundo inteiro, mentores e ambientes formais de negócio.
Outra parcela de brasileiros no Vale são empresas que participam do Desafio Brasil – projeto da FGV que incentiva a inovação tecnológica, a exemplo:
  • Evertick: é uma plataforma voltada ao gerenciamento de eventos e venda de ingressos, surgiu de duas iniciativas, da AgendaRecife.com – portal para publicação de eventos – e a SeuTicket – serviço para entrega de ingressos por celular. Ela ganhou o prêmio a parceria por três meses com o PPTC – Plug and Play Tech Center – que proporciona benefícios como uma rede de contatos com empresários do Vale do Silício que obtiveram sucesso em negócios digitais, além de viabilizar oportunidades de negócios com parceiros corporativos e do setor de tecnologia, coaching e consultoria.
  • SocialBase: é uma rede social corporativa, já está consolidada e em uso em mais de 1400 empresas no mundo. Esta rede social promove desenvolvimento de negócios, investimentos, consultorias e parcerias estratégicas. A SocialBase recebeu investimento de empresas como: Accel Partners, Sequoia Capital e Menlo Ventures, empresas que financiaram começos como o Facebook e o Grupom.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação criou o projeto TI Maior, que tem como objetivo de apoiar empresas brasileiras de software que querem se internacionalizar. Pretende construir seis polos internacionais no Vale do Silício, México, China e em nações da Ásia Central e da África. Pretende incentivar startup's, abrirá um edital para selecionar aceleradoras de negócio, que vão abrigar de 8 a 10 startup's.
Além das dificuldades de estímulo ao empreendedorismo o Brasil tem se saído bem no mercado internacional, mas precisamos de estímulos mais fortes por parte do governo, universidades e da cultura empresarial.


Referências:
http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/brasileira-de-sucesso-no-vale-do-silicio-aprendeu-ingles-vendo-tv
http://super.abril.com.br/tecnologia/conheca-4-brasileiros-fizeram-carreira-vale-silicio-688448.shtml

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Fugindo um pouco... Mas nem tanto.


      Peço licença para postar sobre um assunto que tem a ver sobre o que estamos discutindo nas aulas: acabei de encontrar este livro sobre empreendedorismo escrito por uma brasileira que estudou no MIT e viveu na região do Vale do Silício. O link para download grátis do livro é http://www.ameninadovale.com/AMeninadoVale-BelPesce.pdf.
      Informações sobre o livro e sobre a autora (retiradas do site www.ameninadovale.com):
 
      "Iniciativa? Trabalho em equipe? Networking? Determinação? Quais são as coisas que podem fazer toda a diferença para quem sonha em empreender?
      Em A Menina do Vale, Bel Pesce conta o que tem aprendido em sua jornada empreendedora e cita diversos cases de sucesso que mostram como o perfil empreendedor pode mudar uma vida.
Se prepare para mergulhar em histórias cativantes, que mostram que tudo é possível se você se dedicar de cabeça e coração. O livro está disponível em versão online gratuita".
 
      "Nascida e criada em São Paulo, Bel estudou no renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT). Durante a faculdade, trabalhou na Microsoft, Google e Deutsche Bank, e terminou vários cursos: Engenharia Elétrica, Ciências da Computação, Administração, Economia e Matemática, além de fazer programas em Liderança e Inovação.
      (...)
      Sempre dando o melhor de si, Bel recebeu diversos prêmios no MIT, na Microsoft e na Google, foi finalista de uma série de competições de planos de negócios e é uma Sandboxer e TED Fellow, dentre muitos outros reconhecimentos".
 
   O livro parece ser bem interessante, ainda mais para nós, que estamos há semanas falando sobre esse tema.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

The Silicon Valley

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David Packard e William Hewlett em sua garagem. Fonte: http://www.stanford.edu/about/history/history_ch3.html
No site de Stanford temos a seguinte linha de tempo que nos dá uma ideia da origem ao Vale do Silício:
  • 1939 : Frederick Terman incentivou seus alunos David Packard e William Hewlett a criar uma empresa de eletrônicos em uma garagem de Palo Alto, criadores da Hewlett-Packard;
  • 1947 : William W. Hansen apresentou um protótipo de acelerador de elétrons linear e no ano seguinte começou a contrução de um Laboratório de Micro-ondas;
  • 1951 : Varian Associates construiu uma pesquisa e laboratório de desenvolvimento, que se tornaria o famoso Stanford Industrial Park, agora conhecido como Stanford Research Park;
  • 1955-1965 : Frederick Terman, professor de engenharia elétrica, reitor nesta época, iniciou uma campanha para construir "torres de excelência", aglomerados de ciência e investigadores de engenharia, e que atraia os melhores alunos. Seu papel na promoção de laços estreitos entre estudantes de Stanford e as indústrias de tecnologias emergentes levou alguns a considerá-lo o pai do Vale do Silício. Ele criou um espírito empreendedor, que hoje se estende a cada disciplina acadêmica na Universidade de Stanford;
  • 1960 : o acelerador linear de dois quilômetros de extensão (SLAC National Laboratory), e "o prato", uma antena de rádio de 150 pés de diâmetro construído entre o Stanford Research Institute (SRI) e a Força Aérea. Também em 1960, o Professor John Chowning desenvolveu a síntese de som FM para gerar digitalmente sons, levando à invenção do sintetizador de música;
  • 1970 : Vinton Cerf, conhecido como o "pai da Internet", desenvolvido com um colega os protocolos TCP / IP, que se tornariam o padrão para a comunicação via Internet entre os computadores;
  • 1980 : João Cioffi e seus alunos perceberam que as linhas de telefone tradicionais poderia ser usado para alta velocidade de transmissão de dados, levando ao desenvolvimento de linhas de assinante digital (DSL);
  • 1991 : o físico Paul Kunz SLAC configurou o primeiro servidor web dos EUA, depois de visitar Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, em Genebra, Suíça;

Analisando a as datas conseguimos perceber que este estímulo por pesquisa na ciência deu-se na mesma época que a 2ª Guerra Mundial e a Guerra Fria, podemos destacar dois interesses: o investimento bélico estava em alta; as nações daquela época estavam competindo por qual sistema socioeconômico seria o mais adequado. Esta parte da história não é comentada pelo site de Stanford, mas por um artigo na Wikipédia. Segundo esta “[...] Foram as indústrias eletrônicas do Vale do Silício que forneceram transistores para mísseis e circuitos integrados para os computadores que guiaram as naves Apollo.” “ [...]financiamento generoso de um mercado assegurado com o Departamento de Defesa [...]”, há citações que houve desenvolvimento de tecnologia para a marinha e aeronáutica.

Nesta sucessão de fatos acredito que os anos 1939, 1955 a 1965 foram os mais importantes, pois o estímulo ao empreendedorismo e o desenvolvimento de centros de excelência em áreas específicas fizeram com que vários alunos, empresários, professores e autoridades militares e políticas se direcionassem para esta região. Acredito que os motivos do Vale ter sido tão próspero em seus anos iniciais foram estes estímulos da liderança de Stanford e a metodologia de ensino inovadora, gerando mentes com ideias novas e empreendedoras.

O Vale foi marcado por várias Startup's geradas a partir deste método e estímulo. Yuri Gitahy, especialista em Startup's, em entrevista a revista Exame comentou que uma Startup é:
“'É um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios4 repetível1 e escalável2, trabalhando em condições de extrema incerteza3.'
1ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada ;
2 significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente;
3 não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo - ou ao menos se provarem sustentáveis; 
4 como a Startup gera valor - ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro;”
Ele mostra ainda que as Startup's não são exclusivamente da área de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação): “Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.”

Com a criação da internet surgiram as empresas .com, vários investidores de risco foram atraídos por ações supervalorizadas, empreendedores compravam ideias de Startup's ou de estudantes de Stanford, por nesta época esta região ser famosa por suas inovações, dando assim uma boa expectativa para novos projetos. Mas infelizmente os recursos empreendidos foram gastos fora do negócio e houveram a compra de ideias absurdas.

Penso que o sucesso do Vale teve muito a ver com a cultura americana de estar investindo em potencial bélico, empreendedores cheios de dinheiro e querendo arriscar em Startup's e  o estímulo empreendedor que os líderes de Stanford deram aos seus alunos para criar Startup's, este é o principal motivo de termos muitas empresas naquela região. Há uma produção em massa de cérebros inovadores, de oportunidades e recursos.

Curiosidades:
 Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Empresas_ponto_com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolha_da_Internet
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Sil%C3%ADcio
http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/o-que-e-uma-startup
http://www.stanford.edu/about/history/history_ch3.html
http://www.siliconvalleyhistorical.org/home/
http://lib.stanford.edu/stanford-silicon-valley-archives
http://www.netvalley.com/silicon_valley_history.html